201709.25
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Blue Economy

in Artigos

Criada pelo empresário belga Günter Pauli, a economia azul (Blue Economy) é um modelo que propõe mudanças na economia, cujo ideal é transformar problemas em oportunidades para criar soluções para a saúde, o meio ambiente e as finanças.

A intenção da Blue Economy é fazer uso inteligente dos recursos naturais, sem prejudicá-los nem comprometer o funcionamento dos ecossistemas, para satisfazer as necessidades básicas do ser humano, com baixo gasto para o seu investimento.

Inevitavelmente, a economia azul lembra os princípios e ideais da economia verde (Green Economy). Porém, embora ambos os modelos defendam mudanças estruturais na economia e tenham como alicerce a sustentabilidade social, econômica e ambiental, a Green Economy necessita de mais gastos e investimentos, além de depender de questões políticas, sendo essas – as questões políticas – um dos motivos que dificultam a sua implementação, pois, apesar da boa intenção, a economia verde depende que os governos a subsidiem e que as empresas aceitem lucros menores e que o consumidor pague mais pelo produto ou serviço.

Nesse contexto de necessidade de sustentabilidade a baixo custo é que nasce e ganha força a Blue Economy, calcada no uso inteligente e aproveitamento total dos recursos naturais, inspirando-se na natureza e no ciclo de vida dos ecossistemas, sem gastar muitos recursos e sem gerar consequências indesejadas.

Embora, inicialmente, a ideia da Blue Economy possa parecer utópica, Günter Pauli garante que ela é perfeitamente plausível. Inclusive, algumas ideias já saíram do papel, como o projeto de um engenheiro gaúcho, que pesquisa a atividade das algas para absorver o gás carbônico da queima do carvão, para produzir proteínas que podem ser utilizadas para alimentação e ser transformadas em biocombustíveis.

Assim, a Blue Economy, para a ideia ser boa, além de defender as questões ambientais e sociais, necessariamente deve ser aplicável com baixo custo, pois, assim, será possível ser admissível, extensível e eficiente.

Fonte: Patrícia Pantaleão Gessinger Fontanella