09.042018
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O Belo Sustentável

em Artigos

Para aqueles que pensam que adotar medidas ecológicas tem o propósito de exclusivamente proteger o meio ambiente, a fim de proporcionar maior qualidade de vida às futuras gerações, tenho que lhes dizer: estão enganados.

Por óbvio que o cerne da sustentabilidade reside no fato de construirmos um futuro melhor para as gerações que estão por vir. No entanto, a sustentabilidade vai além disso, na medida em que objetiva, também, a redução de custos de produção e do valor final dos produtos e, com isso, o fortalecimento e reconhecimento da marca, que terá o diferencial das demais por oferecer  um produto gerado por metodologia sustentável, logo, um produto sustentável.

Não é novidade que a ação industrial causa impacto ambiental devastador ao meio ambiente, tanto que é pauta de encontros nacionais e internacionais na busca de ações que evitem e ou ajudem a reduzir as suas consequências.

Hoje, o consumidor consciente é aquele que busca serviços e produtos de empresas que, de alguma forma, tenham preocupação com a sustentabilidade, situação que reflete a preocupação crescente em relação ao bem-estar, à qualidade dos produtos e ao cuidado com o meio ambiente. O resultado disso são importantes mudanças não só na governança como no processo de criação e produção das empresas, que estão incorporando princípios de sustentabilidade em seus negócios. Ou seja, não basta que o produto seja belo, ele precisar ter origem sustentável.

Esse consumidor “sustentável” tem como foco cuidar da sua alimentação, do seu corpo, do seu bem-estar e do meio ambiente, razão pela qual houve significativo aumento de ações adotadas pelas empresas para desenvolver ações inovadoras, tais como: (i) trabalhar com produtos que permitam ser reciclados no final; (ii) trabalhar com produtos não testados em animais; (iii)  comprar o refil do produto, para não descartar a embalagem posteriormente; (iv) utilizar painéis solares para captação de energia, diminuindo custos com eletricidade; (v) utilizar iluminação natural e lâmpadas de baixo consumo energético; (vi) incentivar a devolução dos frascos usados e implementar coleta seletiva dos resíduos, agregando valor ambiental e renda à associação de catadores locais, entre outras ações, de acordo com as peculiaridades do negócio

Enfim, há inúmeras ideias funcionais para tornar o empreendimento diferenciado e menos agressivo ao meio ambiente. Nesse viés, só assim a indústria poderá caminhar em direção a um futuro mais sustentável e inteligente. Que esses motivos sirvam de motivação e incentivo para tornar um belo negócio também sustentável.

Fonte: Patrícia Pantaleão Gessinger Fontanella

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